quinta-feira, 28 de maio de 2015

Desapego: 7, 8, 9

#7 Arrume e separe por categoria

Comece por sapatos e bolsas. Geralmente existem em número menor do que as roupas e ocupam muito espaço. Depois passe para o armário.

Tirar tudo de dentro do armário é uma opção perigosa. Sempre que eu faço isso me dá uma preguiça infinita de terminar. Então eu abro o armário, observo as divisões e as coisas que pertencem, ou deveriam pertencer, a um mesmo grupo nestas divisões.

Começo pelas roupas penduradas em cabides. Deixando cabides livres, você poderá pendurar neles coisas que antes estavam em gavetas. Passo para as prateleiras onde estão as roupas, dobrando as peças do mesmo tamanho. Então passo para as gavetas e arrumo de modo a visualizar o máximo possível de peças guardadas nela.

Deixo os acessórios por último. Às vezes você tem um colar que só combinava com uma blusa que foi para o descarte, aí vê que ele pode ser descartado também.

Para cada setor, siga essa ordem: tire tudo do local e ponha sobre a cama, ou uma mesa, limpe o local, separe o que será descartado, retorne as peças mantidas para o armário, arrumando-as. E mais: geralmente eu arrumo cada parte do armário num dia. Mas pra fazer limpeza, é melhor arrumar tudo num dia só. 


#8 Doe também roupas de cama, mesa e banho, cobertores e edredons. Ganhou um conjunto de toalhas novas? Doe o que estiver mais velho. Essas coisas ocupam espaço. Ter três toalhas e três jogos lençóis para cada habitante da casa e mais duas toalhas extras e um jogo de lençol, para visitas ou imprevistos, é o suficiente.


#9 Moda existe sim


Tem coisas na moda, coisas fora de moda e coisas atemporais. E tem o estilo próprio de cada um. Meu namorado não usa camisa pólo, eu não gosto de trabalhar de calça jeans. O estilo é você. A moda é o mercado. Usar uma roupa fora de moda, ou seja, muito diferente do que o mercado anda colocando à disposição para a compra, pode ser divertidíssimo se você é uma pessoa irreverente e não depende da imagem pessoal para sobreviver. Mas, se você depende, e que é o caso de quase todo mundo, o melhor é pegar da moda aquilo que casa com seu estilo pessoal e ser feliz. Portanto, se você tem uma peça dentro do armário que você considera estar fora de moda e se sente desconfortável porque não combina com você, tchau peça!

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Desapego: 4, 5, 6

#4 Sobre vender peças

Eu confesso que morro de preguiça de vender coisas das quais estou me desfazendo. A venda em sites parece estar na moda, mas só de pensar que eu terei que fazer o contato, postar, conferir o pagamento, etc... 

E outra coisa: como eu disse antes, o pior problema é a peça não ser vendida e perder o timing da doação, voltando para o armário. Esse é o perigo da venda em sites. Então, acho que a venda em sites funciona mais para o que tem valor de venda: geralmente coisas caras e de grife, como bolsas, óculos e casacos, ou seja, que faça valer a pena o processo todo. A não ser que a pessoa já tenha intimidade ou disposição para esse tipo de negócio.

Outra opção é vender em bazar, principalmente porque a peça sairá de dentro da sua casa. Bazares são boas opções para vender ternos, vestidos de festa, coisas boas que não tenham grife e roupas infantis.Tenho uma prima que tem um filhinho e ela vende quase tudo que ele não usa mais num bazar infantil.


#5 Sobre roupas de andar em casa

A maioria das pessoas só fica em casa nos finais de semana. E ninguém precisa, nem merece, guardar um monte de roupa velha para essas ocasiões. 

A dica é substituir a noção de roupa de andar em casa por roupa de fim de semana: algo mais confortável, mas que você possa usar tanto para dar um passeio como passar a tarde estudando para a prova ou dormir.

Se você trabalha em casa, as roupas não precisam ser novíssimas, mas devem ser confortáveis e diferentes de pijamas. 

Se você trabalha em casa, ou não, com coisas que sujam, como artesão, pintor, artista plástico, mecânico, jardineiro, pedreiro, aí você pode até aceitar roupas doadas por amigos, pois as suas são altamente descartáveis. Mas para quem tem um hobby que suja a roupa, ou apenas faz a faxina ou dá banho no cachorro no fim de semana, ter uma ou duas mudas de roupas mais velhas para essas ocasiões já está bom, né?


#6 Peças de valor sentimental

Entram aqui: peças de família, tricô que a avó fez, camiseta que o filho pintou no maternal, camiseta de festival de rock de 20 anos atrás. É difícil se desfazer, mas a gente tem que tentar. Pensar se vale a pena manter, se precisa daquilo para guardar a lembrança. Dissociar a memória do material, sabe?

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Desapego: 1, 2, 3


 #1 Aceite a sua mudança  
Aceite que seu corpo mudou, que a roupa ficou pequena, que você só usa tênis para malhar e não para sair, que você envelheceu e que não se sente mais tão confortável vestindo aquela roupa incrível de 10 anos atrás, que a roupa está fora de moda. Aceite que agora você é um profissional e não mais um estudante. Aceite que aquela sua coleção de sapatos altos não será tão necessária até você poder parar de correr atrás do seu filho pequeno.


Manter as coisas pela memória que elas carregam não é necessário. Se o que você estava vestindo num determinado dia ou momento da vida tem importância, você vai lembrar, não precisa guardar no armário. E mais importante: priorize os espaços para guardar as coisas que te representam no momento atual da vida, que colaboram para passar a imagem que você quer passar para o mundo e que, ao mesmo tempo, te deixam feliz.

#2 Considere a doação

Sim, em primeiro lugar, considere a doação das peças, pois a verdade é que sempre tem alguém precisando muito daquilo que você não precisa mais. Não será muito esforço encontrar alguma igreja, centro espírita, ONG ou bazar de caridade que recebe e repassa peças doadas a quem tem necessidade. Ou pessoas que trabalham com você que conheçam pessoas que precisam. Sempre tem alguém querendo e precisando. Além de se desfazer da peça você terá o vazio do desapego preenchido por aquela sensação boa de estar ajudando alguém.


#3 Roupas, sapatos, bolsas e acessórios não precisam estar velhos para você doar.

Basta a peça não estar mais de acordo com o seu momento atual de vida que estará apta a ser descartada. Vender é uma opção, mas pode te dar trabalho e pior, pode manter a peça por mais tempo com você e ela acabar voltando para o armário. Por isso, doe, ainda que esteja novo. Pergunte aos amigos ou às pessoas da família se alguém quer. Se ninguém quiser, doe para desconhecidos mesmo.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

O desapego: dor ou alívio?



Esses dias, uma amiga que estava de mudança para outra cidade lamentou comigo a dificuldade que teria em selecionar suas coisas, roupas, bolsas, sapatos e acessórios, para levar para a casa nova. Antes trabalhava em casa, numa cidade fria. Agora trabalha na rua, numa cidade quente. Ofereci minha ajuda para a empreitada e em algumas horas resolvemos muitos problemas, que resultaram em 5 sacos de 100l para doação.

Querendo ou não, roupas nos transportam a sentimentos e memórias: um casaco que você comprou numa viagem, a camiseta que seu filho pintou no colégio no dia das mães, aquela calça jeans maneiríssima – mas que mede 2 números a menos do que você veste hoje. Não é fácil abrir mão dessas coisas. Mas conviver com muitas delas ocupando espaço é menos fácil ainda!

E mais, para algumas pessoas, abrir mão de peças de vestuário é abrir mão de patrimônio. Todo mundo tem no armário uma peça de roupa guardada só porque “é coisa muito boa”. Você não veste mais, já está fora de moda, você até já enjoou da peça. Mas e se você a descarta e nunca mais consegue comprar uma da mesma qualidade? Se desfazer ou não dela é uma dúvida cruel que assombra qualquer um que ainda tenha uma peça deste tipo no armário.


A partir de hoje eu vou postar uma série de observações sobre o descarte de peças de vestuário. Coisas sobre as quais eu e minha amiga conversamos enquanto fazíamos a arrumação, coisas que minha mãe me ensinou a vida inteira, coisas que eu aprendi sozinha. Não sei quantas serão, pois ainda não as escrevi todas. Coisas que talvez possa te ajudar, ou te incentivar, a ter um acervo mais simples, pois quanto menos coisas tiver dentro do armário, mais fácil é mantê-lo arrumado.

sexta-feira, 27 de março de 2015

Arrumação para bagunceiros

Dia destes a Danieli (@choracuica) reclamou que sentia falta de dicas de organização para pessoas bagunceiras e não para pessoas organizadas. Achei graça, ela tem razão! Todas as dicas realmente boas de organização só funcionam para quem é organizado. Bagunceiros não conseguem cumpri-las! Daí fiquei pensando cá com as minhas bagunças e manias se eu não teria alguma coisa de útil para dizer aos desorganizados. Vou tentar.

1) Livre-se de coisas. Que não usa, que não vai usar. Doe aquele shampoo que não gostou, aquela base que ficou escura, aquele sapato que aperta, capinha de celular que já substituiu, marcadores de livros. Aquela caixa de bijuteria cafona que sua vizinha te deu, aquela bolsa que você enjoou e não aguenta mais usar. Doe bichinhos de pelúcia. Você não precisa de mais de 2 chinelos. Jogue fora canetas que emperram ao escrever, cartões de pessoas para quem você nunca vai ligar, carregadores de celulares, fios e cabos obsoletos. Se livre, ou nem traga para casa, as lembranças de festas, guardanapos e brindes inúteis.

2) Separe os casacos das outras roupas dentro do armário. Não volte roupa usada para dentro do armário, exceto os casacos pesados. Separe um lugar fora do armário para coisas que podem ser usadas mais uma vez. De preferência um cabide. Nunca a cadeira que você deveria utilizar para trabalhar ou estudar. Elas deverão ser repetidas em no máximo 15 dias. Depois desse prazo, devem ser lavadas e voltar para o armário.

3) Não durma com roupas em cima da cama. Limpas, volte para o armário. Sujas, ponha para lavar.

4) Separe um canto para os sapatos e sempre volte-os para este canto. Nada de tênis na sala se o lugar dele é na área de serviço ou no quarto. Uma vez por semana arrume os que estiverem fora em seu devido lugar.

5) Evite guardar coisas debaixo da cama.

6) Tenha ao lado da cama  uma caixinha  para por o brinco que esqueceu de tirar antes de deitar e uma cestinha com os produtos que usa - creme de mãos, hidratante, lip balm - e não os tire dali.

7) Concentre a bagunça do trabalho num só lugar. Se alguma coisa for perdida, você não ficará tão perdido procurando. Jogue fora imediatamente todo papel que não serve mais.

8) Separe uma pasta para contas e uma para documentos (contracheques, passaporte, certidões). Só se preocupe em enfiar o papel na pasta. Aí arrume-as uma vez por ano.

9) Uma vez por semana, recolha os livros que você não está lendo e volte-os para a estante.

10) Não queira arrumar a bagunça toda de uma vez, muito menos no final do ano, na véspera do Natal. A chance de você desanimar e largar para lá é enorme. Faça isso nas férias, depois de viajar e ver que você sobreviveu só com as roupas da mala. Mas nunca abra mão de manter todos os espaços bagunçados limpos.

11) Se você tiver carro, não faça dele seu armário, estante ou lixeira. Recolha os papéis e garrafas de plástico pelo menos uma vez por semana.



segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Mala de neve

Pela primeira vez viajamos para um inverno de verdade. Eu realmente estava muito receosa com o frio, mas no final acho que me saí bem. Mas quem viaja para encarar temperaturas negativas pela primeira vez sempre fica cheio de dúvidas na cabeça. E pesquisando em blogs, a principal dica era: compre roupas no destino.

Olha, eu não fiz isso, exceto pelo calçado, mas se você já tem as manhas de comprar no exterior, ou vai encontrar com algum amigo no seu local de viagem, é uma opção. Nos EUA deve ser vantajoso, na Europa, não vi muita vantagem em termos de preço não. Como eu não queria perder tempo procurando roupa em vez de ir passear, preferi comprar aqui. Então deixo dicas para quem estiver interessado:

1) Comprei roupas numa loja de esportes. Gastei cerca de 600 reais, mas já tinha um casaco impermeável e bem quente, comprado no Paraguai (!) e que cumpriu sua função brilhantemente!

2) Levei coisa demais. Os agasalhos em fleece, aquele tecido esponjinha de roupas de bebê, são super quentinhos mas ocupam muito espaço na mala. Levei 3, 1 já estava bom.

Acho que para 15 dias, a seguinte lista está de bom tamanho:

- 1 fleece.
- 4 blusas térmicas finas
- 3 meias calças grossas aflaneladas ou calças térmicas.
- 5 blusas tipo segunda pele (não levei, mas usei uma da minha irmã. Protege de suor a roupa que estiver por cima. E, acredite, vc quase não sua).
- calcinhas e meias para todos os dias, para não ter preocupação em lavar. Meias de algodão finas são melhores. Meias de lã, opte por finas também.
- um casaco impermeável e quente, que vá até o meio da coxa.
- duas calças de cintura alta.
- um cachecol bem grande e que dê várias voltas, como se fosse um pneu em volta do pescoço. Protege o rosto do vento frio.
- um gorro ou boina de lã de trama bem fechada.
- um tênis com pouca respiração e sola totalmente fechada. Botas de caminhada são boa opção, porém pesam.
- um par de luvas grossas.

3) na lista acima tem o básico. Levei mais coisa que até usei, mas 100% dispensáveis. Uma coisa que levei e curti foi uma saia. Tem dia que a calça cansa. Usei a saia 3 vezes, com 2 meias grossas. Depois comprei um vestido de lã, que também usei 2 vezes. Uma blusa de lã legal, para sair, também é uma boa.

4) como fomos para casa de amigos na primeira parada, tive alguém para me levar para uma sapataria boa e comprei uma bota de cano baixo e forrada de lã, que custou 50 euros. Botas de sola fina do Brasil não dão conta do frio, deixe-as em casa. Se no seu destino procurar uma sapataria for um estorvo, compre uma bota numa loja de esportes que seja resistente à neve.

5) fleece não funciona com casaco forrado de pelo. Comprei mais um casaco na viagem (pois moro em lugar frio e uso mesmo), forrado de pelinhos, e o fleece agarra no forro, deixando o corpo meio preso.

E acredite, o que eu listei aí, dá conta de uma sensação térmica de até -5º e neve.

Com essa lista vai sobrar espaço na mala para você trazer lembranças da viagem sem pagar sobrepeso.

PS: a não ser que você seja mochileiro, evite a Easyjet. Eu acho que é a companhia mais barata da Europa, mas a restrição de bagagem deles é absurda. 20kg pra mala e uma mala de mão. UMA. Isso não inclui uma malinha e uma mochila, por exemplo. No máximo uma bolsinha tiracolo dessas que cabem dentro do casaco. São chatíssimos e tratam muito mal os clientes. Embarquei com eles em Berlim e nem parecia que eu estava na gentil Alemanha.



quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Quase 7 meses

Acabei de estender a roupa lavada. As minhas calcinhas estão num estado quase crítico...

Dia 27 de fevereiro eu completo 7 meses sem comprar (quase) nada. Nesse período, eu poderia, e ainda posso, comprar 6 calcinhas e comprei uma só. Mais dois esmaltes, um travesseirão e um quadro - uma vergonha. E comprei mais presentes pro namorado do que eu deveria.

Superei os dias de calor pedindo um ventilador emprestado pra minha mãe e estou teclando de um notebook antigo do meu pai, porque o meu tá no estaleiro pra ver se ainda tem conserto. O abajur que estou usando no quarto é o da sala porque estou resistindo a comprar um novo.

Vou dizer pra vocês, tem horas que não é fácil. Se eu não estivesse no projeto, eu já teria encomendado um computador novo, pois é quase impossível para uma advogada e professora viver sem um em casa. E talvez eu ainda precise fazê-lo antes de completar o projeto. E eu fico pensando se em termos econômicos essa empreitada vai valer a pena.

Como eu deixei bem claro no início, não foi por motivos de economia que eu me propus a ficar um ano sem comprar. Foi para experimentar a resistência aos apelos de consumo. Mas ao final serão tantas as coisas que eu precisarei comprar que não gosto nem de pensar.

Já tem 14 dias que reclamei que minhas roupas da academia estão clamando por aposentadoria. Minhas roupas de verão começam a ficar surradas. Para o próximo verão eu terei que renovar todo o guarda roupa, e ainda bem que o projeto termina no inverno! E, além disso, já decidi que me darei de presente de aniversário novos óculos de sol com lentes de grau, provavelmente um ray ban, o que ainda estiver na moda.

De qualquer maneira, eu acho que está valendo a pena. Eu espero que quando estiver liberada para comprar eu perca em definitivo a ansiedade de adquirir coisas por impulso ou por influência da moda.

Esses dias eu terminei um trabalho difícil e bateu uma vontade de ir ao shopping comprar algo para comemorar. Tem gente que comemora tomando umas. Como eu não podia comprar roupas, tomei uma cerveja besta.

A publicação de hoje é meio chorosa. Estou com saudades de me presentear.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Liberdade

Semana passada estive em São Paulo e aproveitei para dar uma volta na Liberdade, menos por mim, que ainda amargava uma ressaca dos excessos do dia anterior, mais por estar acompanhada por uma amiga que ia pela primeira vez a São Paulo.

É MUITO, mas MUITO difícil resistir às compras naquele lugar. Pior ainda por estar cheio de cerâmicas lindas, muito mais do que nas outras vezes em que lá estive. Sinceramente, se alguém fala de compras em São Paulo, o lugar que pisca na minha cabeça é o bairro da Liberdade, muito mais que 25 de março ou qualquer shopping da moda. Mas eu resisti. Bravamente. Cheguei a  dar voltinhas com uns pratinhos de cerâmica na mão, mas devolvi à prateleira. Comprei um sal rosa do himalaia made in Africa do Sul, para dar uma bossa nas comidinhas e não sair de mão abanando. Mais biscoitos pro namorado e colheres de pau de bambú que minha mãe tinha encomendado para o dia em que eu lá voltasse. Foi doído.

Num outro dia eu acompanhei minhas amigas ao museu da Língua Portuguesa e dei uma volta rápida na Pinacoteca. Procurei as lojinhas dos museus só para dar uma conferida, claro, e que decepção! A lojinha do museu da Língua não existe mais. E a da Pinacoteca é um horror, só tem itens bobos, caneta, caneca, imã e eco bag, além de uns livros cansados.

No dia em que fomos à Oca ver a exposição The Little Black Jacket, linda por sinal, tentamos passar no MAM, mas tinha acabado de fechar. Quando estava passando ali por fora deu pra dar uma espiada na lojinha do MAM, que me pareceu melhorzinha do que a da Pinacoteca, mas duvido que seja algo como os museus dos EUA ou da Europa. Tá, não estou comparando a pinacoteca ao Louvre, mas o museu do Sexo em NY tem uma sex shop bem bacana no térreo e é um museuzinho bem chinfrin (embora interessante).

E como a gente acaba arranjando subterfúgios para dar aquela consumidazinha básica, comprei um presente de natal pro namorado na Livraria Cultura. Um presente bacaninha que eu não imaginaria nem procurar, daquelas coisas que se não existisse eu ia querer que existisse e ia procurar sem sucesso.


terça-feira, 12 de novembro de 2013

Imunidade

Não comprar passou a significar ignorar. No início eu pensei que fosse significar sacrifício. Mas foram pouquíssimas vezes em que me encontrei lamentando não poder abrir a carteira por um compromisso comigo mesma.

A imunidade ao consumo, principalmente de coisas pequenas, como roupas, sapatos, acessórios e maquiagem é tamanha que pela primeira vez na vida eu não sei o que está na moda, perdi completamente este referencial.

Estive com meu namorado em Parati - RJ, no último final de semana e, mesmo podendo comprar uma lembrança de viagem, não vi razão em comprar nada de lá, não sei se porque o que eu vi não me impressionou (ao contrário de Tiradentes, que tem artesanatos lindos), ou se eu realmente estou imune ao impulso de comprar.

A experiência tem sido mais interessante e menos sacrificante do que eu imaginava.

Apenas uma coisa me preocupa: as roupas de verão. Como lavam muito, elas acabam rápido. E eu comecei o projeto sem um "estoque" suficiente. Mas não vou usar isso como argumento e vou tentar ao máximo não comprar nada. Só não posso trabalhar com roupa surrada. Esse então será o limite. 


sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Eu, meu pai, Regina e uma possível opinião da minha mãe

Ontem eu passei por uma loja de móveis usados e vi um armário de porta de correr, feito de sucupira, que é uma madeira boa, em EXCELENTE estado. Por mil e duzentos reais.

Um armário deste, novo, está custando em torno de dois a três mil reais.

Há um tempo atrás eu cogitei comprar um armário deste pois sofria falta de espaço para cobertores e edredons. E seria bom um armário em que eu pendurasse meus casacos compridos e eles não ficassem amassados, pois no que eu tenho a parte de pendurar roupa tem altura de camiseiro.

Só que ano passado a minha cama quebrou, eu comprei uma box baú e hoje, se o armário estiver arrumado (quase sempre está), até sobra espaço.

Aí, primeira coisa quando vi o armário foi ligar pro pai. "Alô, pai, vi um armário..." "Nossa, Amélia, eu acho excelente. Está mesmo em bom estado?" "Sim, pai, está perfeito. Mas eu não estou precisando de um armário. Seria uma oportunidade boa de por um armário naquele quarto do meio..." "Faz uma coisa, liga pra sua mãe." "Ah não vou ligar não. Minha mãe vai dizer que é pra comprar porque é uma boa oportunidade e eu ainda não me convenci de que eu preciso dele." Meu pai riu, é claro, e disse que era pra eu pensar até amanhã. Mesmo porque um armário daquele não ficaria por muito tempo na loja.

Desliguei o telefone e contei do armário e da conversa para Regina, que é companheira de trabalho, anjo da guarda, mãe, educadora, cérebro, arquivo... Regina é tudo de bom. Aí ela me pergunta: "Mas você está precisando do armário?" E eu digo "Não." "Então por que você vai comprar?" "Porque é uma oportunidade." "Ah, então você está pensando igual a sua mãe."

Ponto. Fim de conversa. Não vou comprar o armário.

A questão não é concordar ou não com minha mãe, que é bem sensata até, e não é só ela que tem essa coisa de oportunidade, mas meu pai também tem, sendo que ele consome como homem - brinquedos mais caros e mais duráveis. É a ideia da OPORTUNIDADE. A ideia da oportunidade nos é apresentada como se fossemos perder algo muito valioso se deixarmos de comprar uma determinada coisa. É difícil pensar em necessidade quando se está diante de uma oportunidade. Nem sempre compra por oportunidade é uma compra burra. Já me arrependi MUITO de não ter comprado quando tive oportunidades boas de preço, de tamanho, de exclusividade.

Mas eu não preciso do armário. Definitivamente eu não preciso do armário. E se amanhã eu precisar, eu dou um jeito e compro um. Mas hoje, eu não preciso. E também não preciso encher minha casa de coisas que talvez um dia eu precise. Dosar oportunidade e necessidade pode ser uma boa saída para consumir menos.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

3 meses de poucos pecados

Eu sinceramente achei que iria postar muito mais do que estou postando. Talvez a economia esteja surtindo efeitos nas palavras!

Terceiro mês e seguimos firme e forte ignorando a vitrine da Arezzo!

Em outubro eu cometi um pecadito, um pecadão e tem um pecado previsto pra novembro...

O pecado previsto é uma smart cover pro iPad porque não dá pra viver sem. Aquilo escorrega mais que peixe ensaboado. Eu me virava com uma capinha fofa que trouxe dos EUA mas minha mãe tava num chororô porque queria uma, aí dei a minha pra ela e fiquei de comprar outra pra mim porque a smart cover é realmente necessária.

O pecadito foi esse:

Trata-se de um prendedor de porta. O meu quebrou e eu colocava qualquer coisa pra segurar a porta. E qualquer coisa não tava funcionando porque essa porta é do tipo que fica no meio do caminho, sabe? A vantagem deste é porque é de borracha, assim não estraga a porta nem o chão (não esse chão, mas laminado de madeira detona com seguradores de porta) e não empoeira igual àqueles pesinhos de areia. A desvantagem é que não prende tão bem. Achei que fosse mais eficiente, mas tá valendo. Foi um pecado quase necessário.

O pecadão eu vou esperar ficar pronto (sim, tem uma fase de confecção) e depois eu mostro e falo dele. E, nossa... foi um pecadão mesmo.

De resto, o que tenho parado pra pensar sobre no meu plano de um ano é na indiferença com que venho lidando com o consumo. Antes eu perdia horas dentro de uma loja de bijuteria barata e agora eu até esqueço que elas existem. Shopping nem vou mais. Nem livraria. Nem papelaria. Nem site. Nada. 

Ainda abro as gavetas e acho coisas pouco usadas dentro delas. Isso é uma coisa muito interessante. Prova que quando a gente está disponível pra comprar acaba ignorando o que se tem no armário.

Os sapatos me causam um pouco de preocupação pois alguns estão bem gastos e não tem substitutos. Como eu já disse lá pra trás eu realmente ando muito a pé e vai chegar uma hora que não sei o que vou fazer. Mas saltão, definitivamente, só em agosto do ano que vem e talvez nem entre mais do jeito que entrava.

É o que temos por enquanto.




quinta-feira, 3 de outubro de 2013

No FEEEEISSSSE

Quem me conhece sabe das minhas sérias restrições ao Facebook, mas como acaba que o povo gosta mesmo é de comentar por lá, criei uma página: https://www.facebook.com/epramenos

Curtam!

Saldo do mês - setembro

Eu estava aqui pensando que se este fosse um blog de compras talvez fosse mais interessante!

Não comprei nada, só uma calça pro namorado e nem foi em data comemorativa MAS, puxa, tinha quase 3 meses que a gente não se via, então não vejo como o maior dos pecados.

Não é um blog de dieta mas ela vai muito bem, obrigada. Voltei à nutricionista ontem, perdi gordura, ganhei músculo, trocamos alguns alimentos pra render mais na academia e vamo que vamo. Eu, que achei que fosse ser uma tormenta, vi que não comia tão errado assim.

Agora, a coisa mais legal do mês (que nem foi de setembro porque eu ouvi isso ontem e já era dia 02) foi uma amiga que está passando por um momento de recuperação da conta bancária vir me dizer que entrou na minha onda e, com o que economizou, pagou um tanto aí. Fiquei muito feliz. Tenho certeza que ela vai conseguir voltar pro azul e, quem sabe, passar a ter uma outra relação com as coisas quem compra.




terça-feira, 17 de setembro de 2013

O corpo que somos

Outro dia eu contava do blog pra uma amiga. No meio da conversa, eu dizendo que ia sofrer por não comprar um biquini novo no próximo verão, ela me disse que não ligava para biquinis. E que, ultimamente, ligava menos ainda, por não conseguir se olhar no espelho com um biquini.

Eu fiquei absurdamente espantada. Ela tem 40 anos e é mãe de dois filhos pequenos, o mais novo tem uns 2 anos. Eu nunca a vi sem roupa mas, com roupa, ela tem um corpo lindo. É magra, tem as pernas lindas e silicone. Não consigo entender o que pode haver de errado por baixo das roupas. Disse isso a ela. E ela me confessou que tinha levado os filhos à praia e que não conseguiu tirar a roupa. E que precisa urgentemente de algum tratamento estético para ver se fica mais confortável com a própria aparência.

PAUSA: eu sou absolutamente favorável a qualquer intervenção cirúrgica ou estética (das que dão resultado) se a pessoa for se sentir melhor com isso. São técnicas que a medicina desenvolveu e que trazem satisfação e conforto às pessoas.

Voltando, a questão é que ela não consegue ser feliz em razão de prováveis marcas (ainda que, pelo que imagino, irrisórias) causadas pela idade e pela gravidez. Quando falo de ser feliz quero dizer colocar um biquini e entrar no mar com os filhos. E essa confissão dela me tem tomado muitas horas de reflexão.

A busca por uma estética perfeita chega aos meus olhos como uma conquista a ser feita pela pessoa para que ela tenha o direito de exibir seu corpo. Em que momento a cobrança sobre o corpo deixa de ser apenas um "seja mais belo" para se tornar um "tenha o direito de se exibir"? É como se a praia não pudesse pertencer às dobrinhas, gordurinhas, estrias e pelancas.

Isso me assusta. Muito. Não quero que meu corpo vire produto, que só pode ir pra prateleira se cumprir requisitos do inmetro. É muita infelicidade você não poder usufruir do mundo porque não tem o corpo nos padrões exigidos para a exibição na praia. E o tanto de gente que caminha para esse abismo impressiona.

A seguir, dois tumblrs que me parecem bater de frente com essa ideia do corpo como produto: o Apartamento 302, com fotos do Jorge Bispo é mais light, até por ser um trabalho específico de um fotógrafo. O Batalha dos Corpos - o que não tem censura nem nunca terá, pega bem mais pesado e vale ler cada depoimento.


domingo, 15 de setembro de 2013

Shopping

Ontem foi a primeira vez no shopping depois do início do projeto.

Não tinha muito tempo pois era só para comprar um presente para uma amiga e a festa já havia começado. Queria um lenço, procurei em todas as lojas grandes e pequenas e não achei nada que me agradasse.

Foi meio perturbador passar pela Renner pois a coleção deles está com estampas florais bem bonitas, que eu pararia para dar mais 2 minutos de atenção mas passei batida pelas araras. Uma bolsa azul Klein deixou uma lágrima no canto do olho (eu já tive uma bolsa azul Klein que foi minha paixão enquanto usei - até a bolsa acabar).

Fui a Le Lis Blanc, e fiquei sabendo que eles não vendem mais a linha de presentes, o que me deixou de coração partido, mesmo eu estando no projeto sem compras (não sei dizer se era só naquela loja ou em todas).

Outras lágrimas derramadas foram pela coleção da Arezzo, num festival de preto, branco e caramelo que me deixaram maluca. A ponto de sempre que vejo uma loja, virar o rosto para nem olhar.

Comprei o presente, paguei o estacionamento e fui embora. Nem doeu tanto. Acho que estou começando a diferenciar o que eu compro por impulso do que compro por gosto (ou necessidade). Mas isso é assunto para daqui mais um tempo.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Saldo do mês - agosto

O tempo passou e nem escrevi sobre como foi esse primeiro mês sem compras. Já passa um pouquinho, mas vale fazer um balanço.

Não sei se foi pelo excesso de trabalho (então comprar é menos uma coisa a se fazer!), se foi pelos presentes de aniversário ou se já está ficando fácil, mas o primeiro mês foi bem tranquilo.

Acabei não indo à Bienal e assim não passei vontade! Não foi pelo blog, claro, que deixei de ir, mas porque estava esgotada mesmo e passei o fim de semana recolhida.

Minha hermana perguntou o que eu queria de aniversário, pois ela não sabia o que iria me dar, já que a gente voltou de NY com todos os desejos realizados! Escolhi então a tal sapatilha preta que está lá na lista das exceções.

Também comprei uma meia calça, cor da pele, horrenda, pois fui a uma formatura com um vestido e estava frio na hora em que saí de manhã, mas acabou que de tarde o tempo melhorou, fez calor e eu nem precisava ter comprado. Foi bem inútil mesmo. Mas de qualquer jeito estava na lista de exceções. Outra exceção foi uma calcinha, porque era básica e de cor boa.

Os únicos pecados cometidos foram:

1) Um caderno. Comecei a fazer um curso, os cadernos que tenho aqui são todos pequenos, tipo molesquine, não ia dar certo pois anoto coisas com chaves, diagramas, etc, o que não rola fazer em caderno pequeno.
2) Uma garrafa térmica. Gosto de café sem açúcar. Passo duas tardes por semana na faculdade e conseguir uma segunda garrafa pro meu café sem açúcar é sempre uma novela. 16 pratas e resolvi o problema. E que aquela garrafa rosa nunca saia da minha sala!

E acho que só.

A única tentação mesmo, até comentei isso com minha ~chefa~, que aliás, pediu o endereço do blog (beijo, chefa!) foram e sempre serão os esmaltes. Não sei, é pequeno, é baratinho, parece tão inofensivo... mas o que eu tenho aqui dá para uma profissional trabalhar uns 3 meses, hehehe. Não posso de jeito nenhum!

Volto na outra semana com algo mais interessante. Essa tá meio fraquinha porque eu estou com uns prazos (e a cabeça) estourando.






quinta-feira, 29 de agosto de 2013

É pra mais =/

Ir a uma nutricionista não foi exatamente uma resolução de ano novo, mas eu resolvi fazer isto no início do ano e, claro, só agora, final de agosto é que levei a resolução a cabo.

Eu sou do tamanho que eu sou - grande - desde os meus 18 anos e pouca coisa mudou em termos de tamanho de roupa, mesmo oscilando entre 5kg do menor ao maior peso. Só que a gente vai envelhecendo e o corpo vai se sedimentando de uma forma que vc vai engordando aos poucos, não percebe porque as roupas continuam cabendo, e a balança vai ali subindo 1kg por ano... passar dos 30 é um horror.

Além disso, na minha rotina não tem lugar pra dieta da revista, pois não acordo às seis, sete, e jamais vou jantar às oito para dormir às dez. Por isso, só uma nutricionista poderia me dizer o que comer e a que horas.

E aí fui, amei, contei pra ela tudo o que eu comia durante os meus dias e descobri que como proteína de menos. Durante a semana sou praticamente vegetariana, não tomo leite, não amo queijo, quase não como carne e esse é o meu problema. Eu estou perdendo massa muscular e deixando de perder gordura mesmo me exercitando regularmente.

(Se vc for vegan e estiver lendo esse post, antes de me encher a caçuleta, dê meia volta e xau.)

Daí ela me passou uma dieta mega mole de fazer no meu dia a dia corrido, me deu umas dicas pra ansiedade com comida (que nem sempre me ataca mas, né?), e praticamente me obrigou a comer proteína em todas as refeições, me passando até uma dose pequena, mas diária, de suplemento.

Enfim, na prática, o que tem a ver mesmo com esse blog é que talvez eu precise comprar uma grelha ou uma frigideira maior, mesmo estando proibida de fazer isso, porque vou precisar preparar carne em casa, o que eu odeio e tenho pavor porque suja tudo. Então TALVEZ precise.

Mas prometo que só vou comprar SE encontrar uma bem boa demais linda e perfeita. Quem sabe uma Le Creuset que dura a vida toda?






terça-feira, 27 de agosto de 2013

Filosofia #1

"O objetivo crucial, talvez decisivo, do consumo na sociedade de consumidores (mesmo que raras vezes declarado com tantas palavras e ainda com menos frequencia debatido em público) não é a satisfação das necessidades, desejos e vontades, mas a comodificação ou recomodificação do consumidor: elevar a condição dos consumidores à de mercadorias vendáveis. É, em última instância, por essa razão que passar no teste do consumidor é condição inegociável para a admissão na sociedade que foi remodelada à semelhança do mercado [...] Tornar-se e continuar sendo uma mercadoria vendável é o mais poderoso motivo de preocupação do consumidor, mesmo que em geral latente e quase nunca consciente." (Zigmunt Bauman)

Será que dá pra reverter?

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Nova York e o começo de tudo

Por que começar as postagens falando de um lugar que virou (pelo menos até a alta do dólar) um dos paraísos de consumo dos brasileiros?

Bem, não foi para comprar que fui pra NY. Uns 279 desejos vinham antes do de comprar na Big Apple: conhecer o Central Park, assistir a um musical na Broadway, visitar museus maravilhosos, ver o Chrysler Building, enfim, tanta coisa linda e enquanto eu agendava visto, comprava dólares e passagem, todo mundo só me falava em compras. A ponto de eu ficar meio desanimada com a viagem e me questionar se não deveria ir para a Europa, onde tudo é caro mesmo, não se compra quase nada e se passeia igual.

No meio disso tudo, começaram as economias para que eu aproveitasse para comprar lá tudo o que eu compraria aqui entre abril e julho. E daí que eu vi que não era tão duro assim não comprar, embora um ano talvez fosse um desafio difícil.

Diferente de vários blogs de mulheres que ficaram um período sem compras, minha conta bancária em momento algum esteve a perigo e eu nunca fui uma viciada em roupas. O que me motivou mesmo, além do investimento na viagem, foi a leitura de material de filosofia sobre o consumo. Meu pai comprou um livro de que me esqueci o nome, nós às vezes discutíamos sobre consumo, e eu acabei comprando o Vida para o consumo, do Bauman.

As reflexões trazidas pela leitura do livro me fizeram decidir pela experiência e tem tornado tudo bem mais fácil. Não comprar tem sido uma opção como qualquer outra e não um enorme sacrifício.

Em NY eu relaxei e comprei. Meu dinheiro foi embora praticamente sem controle e quando eu vi já tinha acabado. Mas já estavam na minha consciência atitudes em relação às compras que talvez eu não tomasse caso não tivesse o plano de um ano sem compras na cabeça: eu praticamente só comprei peças de roupa básicas, maquiagem de base, objetos que vou usar (um aparador de livros, uma lancheira térmica, um telefone e um tablet), pouca coisa de lembrança (uns imãs, uma caneca e um chaveiro) e larguei para lá milhares de coisas.

A regra das roupas era: se não ficar perfeito, não levo. E funcionou bem. Além disso, tiramos um único dia para fazermos compras num outlet e nos outros foram apenas passagens rápidas por algumas lojas. Era hora de relaxar e eu relaxei e curti muito.

E desde o primeiro momento eu percebi que NY é muito mais do que um simples destino de compras. É uma cidade inacreditável, lindíssima e cheia de descobertas. Os americanos de lá me surpreenderam por serem tão solícitos, embora às vezes eu me estressasse um pouco com seu comportamento tão eficiente em tudo, que não te dá tempo nem de pensar. Mas em nenhum momento padecemos por não ter ninguém para nos ajudar ou nos dar uma informação.



Nova York ainda está nos meus planos de viagens. Com certeza ainda volto lá um dia. E se você não tem grana para voltar com duas malas de 32k para o Brasil (coisa da qual vi vários brasileiros se gabando) mas tem o suficiente para passear, vá. Não perca tempo e vá. Traga uma caneca estampada com I ♥ NY só para não passar em branco e volte com a alegria que um lugar tão legal vai deixar dentro de você.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Regras sobre extras

Extra 1 - Viagens.

Posso viajar. Pro exterior, inclusive. Viajar é uma mistura de planejamento com oportunidade e se houver oportunidade com dinheiro na conta, pé na estrada!

- Em viagens para o exterior eu posso comprar o que eu quiser, dentro de uma cota de 700 dólares (EUA e América do Sul/Central) ou 800 euros (Europa), mas maquiagem e afins estão proibidos, perfume fica restrito a um, por causa do preço e livros, dois. É uma cota pra lá de folgada considerando a minha absoluta certeza de que já tenho tudo que eu preciso.

- Em viagens pelo Brasil, eu posso trazer UMA lembrança de viagem do local onde eu fui. Não vale comprar uma camiseta na C&A de Brasília ou um livro na livraria Cultura em São Paulo. É souvenir mesmo!


Extra 2 - Presentes

Posso receber presentes que estejam ou não na lista dos proibidões, afinal, não se recusa presente! E se eu ganhar algo da lista das exceções, a sapatilha preta, por exemplo, não posso usar mais a exceção.

Se eu ganhar $ de presente, o que quase não rola mais, posso comprar o que eu quiser.

Posso dar presentes. Mas apenas em ocasiões especiais. Datas comemorativas, aniversários, presentes de agradecimento, nascimento de bebês, casamentos etc.


Extra 3 - Reformas

Posso pintar e reformar o apartamento. Só que é uma decisão que deverá ser tomada com meus pais, que são os donos. E eu arcaria com parte delas. Quem sabe depois desse ano me sobre dinheiro economizado das compras para fazer essa reforma?