Outro dia eu contava do blog pra uma amiga. No meio da conversa, eu dizendo que ia sofrer por não comprar um biquini novo no próximo verão, ela me disse que não ligava para biquinis. E que, ultimamente, ligava menos ainda, por não conseguir se olhar no espelho com um biquini.
Eu fiquei absurdamente espantada. Ela tem 40 anos e é mãe de dois filhos pequenos, o mais novo tem uns 2 anos. Eu nunca a vi sem roupa mas, com roupa, ela tem um corpo lindo. É magra, tem as pernas lindas e silicone. Não consigo entender o que pode haver de errado por baixo das roupas. Disse isso a ela. E ela me confessou que tinha levado os filhos à praia e que não conseguiu tirar a roupa. E que precisa urgentemente de algum tratamento estético para ver se fica mais confortável com a própria aparência.
PAUSA: eu sou absolutamente favorável a qualquer intervenção cirúrgica ou estética (das que dão resultado) se a pessoa for se sentir melhor com isso. São técnicas que a medicina desenvolveu e que trazem satisfação e conforto às pessoas.
Voltando, a questão é que ela não consegue ser feliz em razão de prováveis marcas (ainda que, pelo que imagino, irrisórias) causadas pela idade e pela gravidez. Quando falo de ser feliz quero dizer colocar um biquini e entrar no mar com os filhos. E essa confissão dela me tem tomado muitas horas de reflexão.
A busca por uma estética perfeita chega aos meus olhos como uma conquista a ser feita pela pessoa para que ela tenha o direito de exibir seu corpo. Em que momento a cobrança sobre o corpo deixa de ser apenas um "seja mais belo" para se tornar um "tenha o direito de se exibir"? É como se a praia não pudesse pertencer às dobrinhas, gordurinhas, estrias e pelancas.
Isso me assusta. Muito. Não quero que meu corpo vire produto, que só pode ir pra prateleira se cumprir requisitos do inmetro. É muita infelicidade você não poder usufruir do mundo porque não tem o corpo nos padrões exigidos para a exibição na praia. E o tanto de gente que caminha para esse abismo impressiona.
A seguir, dois tumblrs que me parecem bater de frente com essa ideia do corpo como produto: o Apartamento 302, com fotos do Jorge Bispo é mais light, até por ser um trabalho específico de um fotógrafo. O Batalha dos Corpos - o que não tem censura nem nunca terá, pega bem mais pesado e vale ler cada depoimento.
Uma experiência pessoal que começou com um ano sem comprar (quase) nada, e continua, na direção de uma vida menos complicada!
terça-feira, 17 de setembro de 2013
domingo, 15 de setembro de 2013
Shopping
Ontem foi a primeira vez no shopping depois do início do projeto.
Não tinha muito tempo pois era só para comprar um presente para uma amiga e a festa já havia começado. Queria um lenço, procurei em todas as lojas grandes e pequenas e não achei nada que me agradasse.
Foi meio perturbador passar pela Renner pois a coleção deles está com estampas florais bem bonitas, que eu pararia para dar mais 2 minutos de atenção mas passei batida pelas araras. Uma bolsa azul Klein deixou uma lágrima no canto do olho (eu já tive uma bolsa azul Klein que foi minha paixão enquanto usei - até a bolsa acabar).
Fui a Le Lis Blanc, e fiquei sabendo que eles não vendem mais a linha de presentes, o que me deixou de coração partido, mesmo eu estando no projeto sem compras (não sei dizer se era só naquela loja ou em todas).
Outras lágrimas derramadas foram pela coleção da Arezzo, num festival de preto, branco e caramelo que me deixaram maluca. A ponto de sempre que vejo uma loja, virar o rosto para nem olhar.
Comprei o presente, paguei o estacionamento e fui embora. Nem doeu tanto. Acho que estou começando a diferenciar o que eu compro por impulso do que compro por gosto (ou necessidade). Mas isso é assunto para daqui mais um tempo.
Não tinha muito tempo pois era só para comprar um presente para uma amiga e a festa já havia começado. Queria um lenço, procurei em todas as lojas grandes e pequenas e não achei nada que me agradasse.
Foi meio perturbador passar pela Renner pois a coleção deles está com estampas florais bem bonitas, que eu pararia para dar mais 2 minutos de atenção mas passei batida pelas araras. Uma bolsa azul Klein deixou uma lágrima no canto do olho (eu já tive uma bolsa azul Klein que foi minha paixão enquanto usei - até a bolsa acabar).
Fui a Le Lis Blanc, e fiquei sabendo que eles não vendem mais a linha de presentes, o que me deixou de coração partido, mesmo eu estando no projeto sem compras (não sei dizer se era só naquela loja ou em todas).
Outras lágrimas derramadas foram pela coleção da Arezzo, num festival de preto, branco e caramelo que me deixaram maluca. A ponto de sempre que vejo uma loja, virar o rosto para nem olhar.
Comprei o presente, paguei o estacionamento e fui embora. Nem doeu tanto. Acho que estou começando a diferenciar o que eu compro por impulso do que compro por gosto (ou necessidade). Mas isso é assunto para daqui mais um tempo.
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
Saldo do mês - agosto
O tempo passou e nem escrevi sobre como foi esse primeiro mês sem compras. Já passa um pouquinho, mas vale fazer um balanço.
Não sei se foi pelo excesso de trabalho (então comprar é menos uma coisa a se fazer!), se foi pelos presentes de aniversário ou se já está ficando fácil, mas o primeiro mês foi bem tranquilo.
Acabei não indo à Bienal e assim não passei vontade! Não foi pelo blog, claro, que deixei de ir, mas porque estava esgotada mesmo e passei o fim de semana recolhida.
Minha hermana perguntou o que eu queria de aniversário, pois ela não sabia o que iria me dar, já que a gente voltou de NY com todos os desejos realizados! Escolhi então a tal sapatilha preta que está lá na lista das exceções.
Também comprei uma meia calça, cor da pele, horrenda, pois fui a uma formatura com um vestido e estava frio na hora em que saí de manhã, mas acabou que de tarde o tempo melhorou, fez calor e eu nem precisava ter comprado. Foi bem inútil mesmo. Mas de qualquer jeito estava na lista de exceções. Outra exceção foi uma calcinha, porque era básica e de cor boa.
Os únicos pecados cometidos foram:
1) Um caderno. Comecei a fazer um curso, os cadernos que tenho aqui são todos pequenos, tipo molesquine, não ia dar certo pois anoto coisas com chaves, diagramas, etc, o que não rola fazer em caderno pequeno.
2) Uma garrafa térmica. Gosto de café sem açúcar. Passo duas tardes por semana na faculdade e conseguir uma segunda garrafa pro meu café sem açúcar é sempre uma novela. 16 pratas e resolvi o problema. E que aquela garrafa rosa nunca saia da minha sala!
E acho que só.
A única tentação mesmo, até comentei isso com minha ~chefa~, que aliás, pediu o endereço do blog (beijo, chefa!) foram e sempre serão os esmaltes. Não sei, é pequeno, é baratinho, parece tão inofensivo... mas o que eu tenho aqui dá para uma profissional trabalhar uns 3 meses, hehehe. Não posso de jeito nenhum!
Volto na outra semana com algo mais interessante. Essa tá meio fraquinha porque eu estou com uns prazos (e a cabeça) estourando.
Não sei se foi pelo excesso de trabalho (então comprar é menos uma coisa a se fazer!), se foi pelos presentes de aniversário ou se já está ficando fácil, mas o primeiro mês foi bem tranquilo.
Acabei não indo à Bienal e assim não passei vontade! Não foi pelo blog, claro, que deixei de ir, mas porque estava esgotada mesmo e passei o fim de semana recolhida.
Minha hermana perguntou o que eu queria de aniversário, pois ela não sabia o que iria me dar, já que a gente voltou de NY com todos os desejos realizados! Escolhi então a tal sapatilha preta que está lá na lista das exceções.
Também comprei uma meia calça, cor da pele, horrenda, pois fui a uma formatura com um vestido e estava frio na hora em que saí de manhã, mas acabou que de tarde o tempo melhorou, fez calor e eu nem precisava ter comprado. Foi bem inútil mesmo. Mas de qualquer jeito estava na lista de exceções. Outra exceção foi uma calcinha, porque era básica e de cor boa.
Os únicos pecados cometidos foram:
1) Um caderno. Comecei a fazer um curso, os cadernos que tenho aqui são todos pequenos, tipo molesquine, não ia dar certo pois anoto coisas com chaves, diagramas, etc, o que não rola fazer em caderno pequeno.
2) Uma garrafa térmica. Gosto de café sem açúcar. Passo duas tardes por semana na faculdade e conseguir uma segunda garrafa pro meu café sem açúcar é sempre uma novela. 16 pratas e resolvi o problema. E que aquela garrafa rosa nunca saia da minha sala!
E acho que só.
A única tentação mesmo, até comentei isso com minha ~chefa~, que aliás, pediu o endereço do blog (beijo, chefa!) foram e sempre serão os esmaltes. Não sei, é pequeno, é baratinho, parece tão inofensivo... mas o que eu tenho aqui dá para uma profissional trabalhar uns 3 meses, hehehe. Não posso de jeito nenhum!
Volto na outra semana com algo mais interessante. Essa tá meio fraquinha porque eu estou com uns prazos (e a cabeça) estourando.
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
É pra mais =/
Ir a uma nutricionista não foi exatamente uma resolução de ano novo, mas eu resolvi fazer isto no início do ano e, claro, só agora, final de agosto é que levei a resolução a cabo.
Eu sou do tamanho que eu sou - grande - desde os meus 18 anos e pouca coisa mudou em termos de tamanho de roupa, mesmo oscilando entre 5kg do menor ao maior peso. Só que a gente vai envelhecendo e o corpo vai se sedimentando de uma forma que vc vai engordando aos poucos, não percebe porque as roupas continuam cabendo, e a balança vai ali subindo 1kg por ano... passar dos 30 é um horror.
Além disso, na minha rotina não tem lugar pra dieta da revista, pois não acordo às seis, sete, e jamais vou jantar às oito para dormir às dez. Por isso, só uma nutricionista poderia me dizer o que comer e a que horas.
E aí fui, amei, contei pra ela tudo o que eu comia durante os meus dias e descobri que como proteína de menos. Durante a semana sou praticamente vegetariana, não tomo leite, não amo queijo, quase não como carne e esse é o meu problema. Eu estou perdendo massa muscular e deixando de perder gordura mesmo me exercitando regularmente.
(Se vc for vegan e estiver lendo esse post, antes de me encher a caçuleta, dê meia volta e xau.)
Daí ela me passou uma dieta mega mole de fazer no meu dia a dia corrido, me deu umas dicas pra ansiedade com comida (que nem sempre me ataca mas, né?), e praticamente me obrigou a comer proteína em todas as refeições, me passando até uma dose pequena, mas diária, de suplemento.
Enfim, na prática, o que tem a ver mesmo com esse blog é que talvez eu precise comprar uma grelha ou uma frigideira maior, mesmo estando proibida de fazer isso, porque vou precisar preparar carne em casa, o que eu odeio e tenho pavor porque suja tudo. Então TALVEZ precise.
Mas prometo que só vou comprar SE encontrar uma bem boa demais linda e perfeita. Quem sabe uma Le Creuset que dura a vida toda?
Eu sou do tamanho que eu sou - grande - desde os meus 18 anos e pouca coisa mudou em termos de tamanho de roupa, mesmo oscilando entre 5kg do menor ao maior peso. Só que a gente vai envelhecendo e o corpo vai se sedimentando de uma forma que vc vai engordando aos poucos, não percebe porque as roupas continuam cabendo, e a balança vai ali subindo 1kg por ano... passar dos 30 é um horror.
Além disso, na minha rotina não tem lugar pra dieta da revista, pois não acordo às seis, sete, e jamais vou jantar às oito para dormir às dez. Por isso, só uma nutricionista poderia me dizer o que comer e a que horas.
E aí fui, amei, contei pra ela tudo o que eu comia durante os meus dias e descobri que como proteína de menos. Durante a semana sou praticamente vegetariana, não tomo leite, não amo queijo, quase não como carne e esse é o meu problema. Eu estou perdendo massa muscular e deixando de perder gordura mesmo me exercitando regularmente.
(Se vc for vegan e estiver lendo esse post, antes de me encher a caçuleta, dê meia volta e xau.)
Daí ela me passou uma dieta mega mole de fazer no meu dia a dia corrido, me deu umas dicas pra ansiedade com comida (que nem sempre me ataca mas, né?), e praticamente me obrigou a comer proteína em todas as refeições, me passando até uma dose pequena, mas diária, de suplemento.
Enfim, na prática, o que tem a ver mesmo com esse blog é que talvez eu precise comprar uma grelha ou uma frigideira maior, mesmo estando proibida de fazer isso, porque vou precisar preparar carne em casa, o que eu odeio e tenho pavor porque suja tudo. Então TALVEZ precise.
Mas prometo que só vou comprar SE encontrar uma bem boa demais linda e perfeita. Quem sabe uma Le Creuset que dura a vida toda?
terça-feira, 27 de agosto de 2013
Filosofia #1
"O objetivo crucial, talvez decisivo, do consumo na sociedade de consumidores (mesmo que raras vezes declarado com tantas palavras e ainda com menos frequencia debatido em público) não é a satisfação das necessidades, desejos e vontades, mas a comodificação ou recomodificação do consumidor: elevar a condição dos consumidores à de mercadorias vendáveis. É, em última instância, por essa razão que passar no teste do consumidor é condição inegociável para a admissão na sociedade que foi remodelada à semelhança do mercado [...] Tornar-se e continuar sendo uma mercadoria vendável é o mais poderoso motivo de preocupação do consumidor, mesmo que em geral latente e quase nunca consciente." (Zigmunt Bauman)
Será que dá pra reverter?
Será que dá pra reverter?
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
Nova York e o começo de tudo
Por que começar as postagens falando de um lugar que virou (pelo menos até a alta do dólar) um dos paraísos de consumo dos brasileiros?
Bem, não foi para comprar que fui pra NY. Uns 279 desejos vinham antes do de comprar na Big Apple: conhecer o Central Park, assistir a um musical na Broadway, visitar museus maravilhosos, ver o Chrysler Building, enfim, tanta coisa linda e enquanto eu agendava visto, comprava dólares e passagem, todo mundo só me falava em compras. A ponto de eu ficar meio desanimada com a viagem e me questionar se não deveria ir para a Europa, onde tudo é caro mesmo, não se compra quase nada e se passeia igual.
No meio disso tudo, começaram as economias para que eu aproveitasse para comprar lá tudo o que eu compraria aqui entre abril e julho. E daí que eu vi que não era tão duro assim não comprar, embora um ano talvez fosse um desafio difícil.
Diferente de vários blogs de mulheres que ficaram um período sem compras, minha conta bancária em momento algum esteve a perigo e eu nunca fui uma viciada em roupas. O que me motivou mesmo, além do investimento na viagem, foi a leitura de material de filosofia sobre o consumo. Meu pai comprou um livro de que me esqueci o nome, nós às vezes discutíamos sobre consumo, e eu acabei comprando o Vida para o consumo, do Bauman.
As reflexões trazidas pela leitura do livro me fizeram decidir pela experiência e tem tornado tudo bem mais fácil. Não comprar tem sido uma opção como qualquer outra e não um enorme sacrifício.
Em NY eu relaxei e comprei. Meu dinheiro foi embora praticamente sem controle e quando eu vi já tinha acabado. Mas já estavam na minha consciência atitudes em relação às compras que talvez eu não tomasse caso não tivesse o plano de um ano sem compras na cabeça: eu praticamente só comprei peças de roupa básicas, maquiagem de base, objetos que vou usar (um aparador de livros, uma lancheira térmica, um telefone e um tablet), pouca coisa de lembrança (uns imãs, uma caneca e um chaveiro) e larguei para lá milhares de coisas.
A regra das roupas era: se não ficar perfeito, não levo. E funcionou bem. Além disso, tiramos um único dia para fazermos compras num outlet e nos outros foram apenas passagens rápidas por algumas lojas. Era hora de relaxar e eu relaxei e curti muito.
E desde o primeiro momento eu percebi que NY é muito mais do que um simples destino de compras. É uma cidade inacreditável, lindíssima e cheia de descobertas. Os americanos de lá me surpreenderam por serem tão solícitos, embora às vezes eu me estressasse um pouco com seu comportamento tão eficiente em tudo, que não te dá tempo nem de pensar. Mas em nenhum momento padecemos por não ter ninguém para nos ajudar ou nos dar uma informação.
Nova York ainda está nos meus planos de viagens. Com certeza ainda volto lá um dia. E se você não tem grana para voltar com duas malas de 32k para o Brasil (coisa da qual vi vários brasileiros se gabando) mas tem o suficiente para passear, vá. Não perca tempo e vá. Traga uma caneca estampada com I ♥ NY só para não passar em branco e volte com a alegria que um lugar tão legal vai deixar dentro de você.
Bem, não foi para comprar que fui pra NY. Uns 279 desejos vinham antes do de comprar na Big Apple: conhecer o Central Park, assistir a um musical na Broadway, visitar museus maravilhosos, ver o Chrysler Building, enfim, tanta coisa linda e enquanto eu agendava visto, comprava dólares e passagem, todo mundo só me falava em compras. A ponto de eu ficar meio desanimada com a viagem e me questionar se não deveria ir para a Europa, onde tudo é caro mesmo, não se compra quase nada e se passeia igual.
No meio disso tudo, começaram as economias para que eu aproveitasse para comprar lá tudo o que eu compraria aqui entre abril e julho. E daí que eu vi que não era tão duro assim não comprar, embora um ano talvez fosse um desafio difícil.
Diferente de vários blogs de mulheres que ficaram um período sem compras, minha conta bancária em momento algum esteve a perigo e eu nunca fui uma viciada em roupas. O que me motivou mesmo, além do investimento na viagem, foi a leitura de material de filosofia sobre o consumo. Meu pai comprou um livro de que me esqueci o nome, nós às vezes discutíamos sobre consumo, e eu acabei comprando o Vida para o consumo, do Bauman.
As reflexões trazidas pela leitura do livro me fizeram decidir pela experiência e tem tornado tudo bem mais fácil. Não comprar tem sido uma opção como qualquer outra e não um enorme sacrifício.
Em NY eu relaxei e comprei. Meu dinheiro foi embora praticamente sem controle e quando eu vi já tinha acabado. Mas já estavam na minha consciência atitudes em relação às compras que talvez eu não tomasse caso não tivesse o plano de um ano sem compras na cabeça: eu praticamente só comprei peças de roupa básicas, maquiagem de base, objetos que vou usar (um aparador de livros, uma lancheira térmica, um telefone e um tablet), pouca coisa de lembrança (uns imãs, uma caneca e um chaveiro) e larguei para lá milhares de coisas.
A regra das roupas era: se não ficar perfeito, não levo. E funcionou bem. Além disso, tiramos um único dia para fazermos compras num outlet e nos outros foram apenas passagens rápidas por algumas lojas. Era hora de relaxar e eu relaxei e curti muito.
E desde o primeiro momento eu percebi que NY é muito mais do que um simples destino de compras. É uma cidade inacreditável, lindíssima e cheia de descobertas. Os americanos de lá me surpreenderam por serem tão solícitos, embora às vezes eu me estressasse um pouco com seu comportamento tão eficiente em tudo, que não te dá tempo nem de pensar. Mas em nenhum momento padecemos por não ter ninguém para nos ajudar ou nos dar uma informação.
Nova York ainda está nos meus planos de viagens. Com certeza ainda volto lá um dia. E se você não tem grana para voltar com duas malas de 32k para o Brasil (coisa da qual vi vários brasileiros se gabando) mas tem o suficiente para passear, vá. Não perca tempo e vá. Traga uma caneca estampada com I ♥ NY só para não passar em branco e volte com a alegria que um lugar tão legal vai deixar dentro de você.
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
Regras sobre extras
Extra 1 - Viagens.
Posso viajar. Pro exterior, inclusive. Viajar é uma mistura de planejamento com oportunidade e se houver oportunidade com dinheiro na conta, pé na estrada!
- Em viagens para o exterior eu posso comprar o que eu quiser, dentro de uma cota de 700 dólares (EUA e América do Sul/Central) ou 800 euros (Europa), mas maquiagem e afins estão proibidos, perfume fica restrito a um, por causa do preço e livros, dois. É uma cota pra lá de folgada considerando a minha absoluta certeza de que já tenho tudo que eu preciso.
- Em viagens pelo Brasil, eu posso trazer UMA lembrança de viagem do local onde eu fui. Não vale comprar uma camiseta na C&A de Brasília ou um livro na livraria Cultura em São Paulo. É souvenir mesmo!
Extra 2 - Presentes
Posso receber presentes que estejam ou não na lista dos proibidões, afinal, não se recusa presente! E se eu ganhar algo da lista das exceções, a sapatilha preta, por exemplo, não posso usar mais a exceção.
Se eu ganhar $ de presente, o que quase não rola mais, posso comprar o que eu quiser.
Posso dar presentes. Mas apenas em ocasiões especiais. Datas comemorativas, aniversários, presentes de agradecimento, nascimento de bebês, casamentos etc.
Extra 3 - Reformas
Posso pintar e reformar o apartamento. Só que é uma decisão que deverá ser tomada com meus pais, que são os donos. E eu arcaria com parte delas. Quem sabe depois desse ano me sobre dinheiro economizado das compras para fazer essa reforma?
Posso viajar. Pro exterior, inclusive. Viajar é uma mistura de planejamento com oportunidade e se houver oportunidade com dinheiro na conta, pé na estrada!
- Em viagens para o exterior eu posso comprar o que eu quiser, dentro de uma cota de 700 dólares (EUA e América do Sul/Central) ou 800 euros (Europa), mas maquiagem e afins estão proibidos, perfume fica restrito a um, por causa do preço e livros, dois. É uma cota pra lá de folgada considerando a minha absoluta certeza de que já tenho tudo que eu preciso.
- Em viagens pelo Brasil, eu posso trazer UMA lembrança de viagem do local onde eu fui. Não vale comprar uma camiseta na C&A de Brasília ou um livro na livraria Cultura em São Paulo. É souvenir mesmo!
Extra 2 - Presentes
Posso receber presentes que estejam ou não na lista dos proibidões, afinal, não se recusa presente! E se eu ganhar algo da lista das exceções, a sapatilha preta, por exemplo, não posso usar mais a exceção.
Se eu ganhar $ de presente, o que quase não rola mais, posso comprar o que eu quiser.
Posso dar presentes. Mas apenas em ocasiões especiais. Datas comemorativas, aniversários, presentes de agradecimento, nascimento de bebês, casamentos etc.
Extra 3 - Reformas
Posso pintar e reformar o apartamento. Só que é uma decisão que deverá ser tomada com meus pais, que são os donos. E eu arcaria com parte delas. Quem sabe depois desse ano me sobre dinheiro economizado das compras para fazer essa reforma?
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